Áudio de Roberto Canado, historiador.

Áudio de Fraya Frehse, Socióloga.

Áudio de Vanessa Costa Ribeiro, Historiadora.

Áudio de Sabrina Fontenele, Arquiteta.

Áudio de Paulo César Garcez Marins, Historiador.

Após 467 anos de fundação, São Paulo não é uma obra concluída. Viva, a cidade se expande. Agrega culturas, multiplica formas e modifica a paisagem. Conheça as transformações de importantes territórios de São Paulo através do acervo do Museu do Ipiranga.

Navegue por imagens, vídeos e áudios e se conecte a essa aventura no tempo.

Versão com acessibilidade

Pátio do Colégio

Marco da fundação de São Paulo, o Pátio do Colégio passou por inúmeras transformações. Entre o período imperial e o começo da era republicana, o espaço foi palco de grande disputa pela demonstração de poder. O prédio religioso ganhou funções públicas e foi modificado. No século XX, a construção da réplica do colégio colonial retoma o vínculo dos jesuítas com a fundação da cidade.

Áudio de Roberto Canado, historiador.

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Do século XIX
para o século XX

Muitos tempos convivem na São Paulo oitocentista. A cidade de meados do século XIX, capturada pelas fotos de Militão Augusto de Azevedo e Guilherme Gaensly, já não era mais uma vila colonial, com a rotina pautada só pela igreja. Novas construções e serviços davam novo impulso à vida urbana. Porém, São Paulo ainda era uma cidade tributária de sua herança escravista.

O olhar de Militão
Augusto de Azevedo

Militão é um dos mais importantes fotógrafos brasileiros do século XIX. Em 1887, divulga o Álbum comparativo da cidade de São Paulo, um conjunto de 60 fotos que traça um comparativo entre pontos importantes da cidade durante os anos de 1862 e 1887. A publicação, que capta os últimos momentos de uma São Paulo de traços coloniais já em vias de modernização, é considerada pioneira na comparação da evolução urbana brasileira.

Áudio de Fraya Frehse, Socióloga.

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Várzea
do Carmo

A Várzea do Carmo foi uma das zonas mais populares de São Paulo. Ficava ao lado do Convento do Carmo e era frequentemente atingida pelas cheias do rio Tamanduateí. No começo do século XX, a região foi transformada no Parque Dom Pedro, que se tornou um importante ponto de socialização na cidade. Depois dos anos 1940, o parque foi drasticamente reduzido pelo plano de avenidas do prefeito Prestes Maia.

Áudio de Vanessa Costa Ribeiro, Historiadora

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Anos
1940 e 50

Carros, avenidas, túneis e arranha-céus: a paisagem do centro de São Paulo nos anos 1940 e 50 já se assemelhava à das grandes metrópoles mundiais. Os cinemas e as galerias se tornaram ponto de encontro e as mulheres circulavam mais livremente. O fotógrafo Werner Haberkorn fez importantes registros dessa época. A cidade, porém, não se limitava a seus cartões-postais. Novos problemas surgiam, como o trânsito e a falta de infraestrutura nas periferias.

Áudio de Sabrina Fontenele, Arquiteta.

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Os 80 anos
da nove de julho

Em 2021, a Avenida 9 de Julho completa 80 anos. A ideia de sua construção surgiu em 1929, como uma tentativa de modernizar a cidade com a abertura de grandes vias que ligassem centro-bairro. Construída sobre o rio Saracura, a Avenida foi inaugurada em 25 de janeiro de 1941. Com os anos e o aumento da população no sentido Santo Amaro, a 9 de Julho perdeu suas calçadas arborizadas para a ampliação de pistas para automóveis e ônibus.

Novos
Cartões Postais

Os territórios de São Paulo seguem em construção. Após transferir seu setor de negócios e serviços do centro para a Avenida Paulista, no século XXI a especulação imobiliária elegeu novas áreas para instalar centros empresariais. Na marginal do Rio Pinheiros e na Avenida Faria Lima, os edifícios envidraçados desenham cenários futuristas. A ponte Espraiada é o novo cartão-postal dessa cidade que “ergue e destrói coisas belas.”

Avenida
Paulista

A Avenida Paulista está em uma das regiões mais elevadas de São Paulo. Idealizada pelo engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, a via foi inaugurada em 1891. Por anos, foi o principal endereço das elites cafeeiras. Após 1950, tornou-se um polo empresarial e comercial. No século XXI, os grandes escritórios mudaram para outras regiões e a Paulista se reinventou. Hoje, é o epicentro cultural e político da metrópole.

Como as epidemias
mudaram a cidade

Ainda não sabemos qual será o impacto da Covid-19 sobre nosso estilo de vida. Mas essa não será a primeira vez que uma epidemia pauta a maneira como as cidades se organizam. Muitas das melhorias urbanas dos séculos XIX e XX surgiram para conter doenças. Criado em 1895, Higienópolis foi o primeiro bairro paulistano a priorizar a higiene.

Áudio de Paulo César Garcez Marins, Historiador.

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Créditos

Curadoria do projeto:
Solange Ferraz de Lima

Concepção e edição:
Maria Eugênia de Menezes

Assistência de pesquisa:
Juliana Muscovick

Criação e design:
Elano Collaço e Mauro Paz

Produção:
WebProducer

Motion Design:
Nader El Kadri

Imagens históricas:
Acervo Museu Paulista

Fotografias atuais:
Murilo Oliveira
João Souza
Pam Santos

Agradecimentos

Fraya Frehse, Heitor Frúgoli, Jorge Pimentel Cintra, Milton Braga, Paulo César Garcez Marins, Sabrina Fontenele, Roberto Canado, Vanessa Costa Ribeiro.